E mesmo diante de tanta dor e tristeza, um sorriso dela era capaz de restabelecer a paz interior e parar todas as guerras do mundo, nem que fosse por um instante.
Ela tinha o dom de me fazer feliz, ela possuía a mágica da alegria.
Seus olhos amendoados, sua boca carnuda e suas orelhas pequenas compunham o rosto mais belo que já tinha visto.
Te vi mexendo nos cabelos, olhando para os lados como se procurasse algo ou alguém.
Talvez você estava só observando aquele lugar, aquelas pessoas, aquela música.
Você estava se reconhecendo e redescobrindo algo que já habitava em você.
Depois de trocarmos algumas palavras e darmos boas risadas, você me beija e tudo o que estava ao nosso redor diminuiu de ritmo até parar completamente e ser eu e você entre centenas de pessoas.
Você me puxa pela mão e diz: Vamos dançar? Respondi timidamente que não sabia, mas mesmo assim fui, era uma balada eletrônica e dançamos como música lenta.
É impressionante como temos o poder de guardar detalhes de uma noite que aconteceu a tanto tempo.
Posso até sentir o seu cheiro, o gosto do beijo o aperto do abraço, a única coisa que não sinto mais é amor.
Tudo era tão real, sólido e verdadeiro, hoje vejo que tudo esgotou e não sobrou nem afeto.
Acho que quando amamos até a última gota deve ser assim, esgota e seca a fonte do amor, aí temos que sair a procura para encher esse pote.
Fui tola em pensar que o amor era renovado dia a pós dia, e que quando eu dizia que te amava eu receberia esse amor e ele se renovaria.
Eu pensava que quanto mais tem a dar, mais receberia, que tolice!