janeiro 04, 2013

Nada


Hoje eu não sinto nada,

Nem amor, nem rancor, nem paixão, nem solidão.

Cadê a raiva que sentia?

Ou aquele ‘ódio mortal’? 

As pragas que deliberadamente disse ao vento, dizendo: 

- Quero que sofra e que sinta o que estou sentindo, não quero que seja feliz.

Que tolice! Não se obriga ninguém a amar.

Pois, amar é algo de dentro pra fora, é parar de falar e simplesmente ouvir, te ver sorrir, sentir, envolver-se e esquecer as dores e os medos.

Estou invadida pelo nada, é tão estranho, mas ao mesmo tempo é tão bom, no fundo do peito sinto uma leve brisa que sussurrando me diz:

- Tatá, tudo ficará bem, tudo ficará bem...

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